Medicina Relacional
Uma consulta médica diferente.
Uma consulta que parte de uma premissa diferente.
Já tentou tudo. E ainda assim sente que falta qualquer coisa.
Talvez já tenha ido a consultas no sistema de saúde. Saiu com análises, uma receita, ou a indicação de que "está tudo bem". Mas a pergunta que levava consigo não foi feita. E muito menos respondida.
Talvez já tenha explorado a medicina integrativa, a naturopatia, a acupunctura, os suplementos, os retiros. E tenha encontrado pessoas genuínas, com boas intenções. Mas no fundo, se for honesto consigo, sentiu a mesma coisa: alguém a observá-lo, a avaliar o seu caso, e a dizer-lhe o que fazer. Com outro vocabulário, mas com a mesma lógica.
Um especialista que sabe. Um paciente que recebe.
A forma mudou. A estrutura não.
O problema não está nas ferramentas. Está na relação.
A medicina convencional e a medicina integrativa partem do mesmo pressuposto: existe um agente, o médico, o terapeuta, o especialista, que observa, diagnostica e prescreve.
O que varia é o nome do que se prescreve. Pode ser um fármaco, um suplemento, uma terapia, um protocolo de movimento, um retiro. Mas a posição relacional é sempre a mesma.
É uma relação de quem sabe para quem não sabe. De quem cuida para quem é cuidado. De pai ou mãe para filho.
Na Medicina Relacional, a consulta é entre dois adultos.
O consultante já tem os recursos.
A consulta é o espaço onde os torna visíveis.
O meu conhecimento clínico e de formação em medicina, em psicologia, em coaching, em desenvolvimento humano, existe.
E está ao serviço desta consulta.
Mas não existe para lhe dizer o que fazer.
Existe para acompanhar a sua exploração, do seu corpo, da sua história, da sua vida interior, com rigor, com presença, e com o respeito que é devido a alguém que conhece a sua própria experiência melhor do que qualquer especialista alguma vez poderá conhecer.
Uma consulta de Medicina Relacional começa pelo corpo…
mas não fica por aí.
O corpo é o alicerce. Sem perceber o que se passa na sua biologia, os seus sistemas, os seus padrões, o que o corpo guarda e como o expressa, qualquer outra conversa fica suspensa no ar. Por isso começamos aí. Sempre.
Mas uma consulta de Medicina Relacional explora também:
A sua história. Não como anamnese clínica, mas como narrativa viva. O que aconteceu, quando aconteceu, e o que ficou.
O espaço emocional. Emoção não é o oposto de ciência. É informação. O que sente tem dados que nenhuma análise laboratorial consegue capturar.
O energético e o espiritual (se fizer sentido para si). Não como protocolo. Não como crença imposta. Mas como dimensão real da experiência humana, quando o consultante a reconhece como sua.
E tudo isto à luz de cinco relações fundamentais:
Em relação consigo
Em relação com o outro
Em relação com a comunidade
Em relação com o mundo
Em relação com o Todo
Qualquer transformação física, emocional, comportamental tem raízes em pelo menos uma destas relações. A consulta é o espaço onde as tornamos visíveis, juntos.
Marcação de Conversa Inicial
Não há compromisso imediato. Não há protocolo a cumprir. Há um espaço para perceber se faz sentido percorrermos este caminho juntos.
O meu percurso formativo clínico
Sou médica, com cédula profissional 60632 na Ordem dos Médicos, e especialista em Patologia Clínica formada pelo IPO de Lisboa.
Durante mais de uma década trabalhei em urgência médica na Unidade Local de Saúde do Arco Ribeirinho, e três anos no Atendimento Não Programado da CUF Almada. Trabalhei como Patologista Clínica na SYNLAB e como consultora em Hematologia Laboratorial para a Fundação Champalimaud.
Sou também co-fundadora da Associação Hemato Pa Bô, uma associação sem fins lucrativos que facilita actividades educacionais em medicina laboratorial e saúde materno-infantil na Guiné-Bissau e em São Tomé e Príncipe.
Com o tempo, fui percebendo que o conhecimento clínico sozinho não chegava para as perguntas que mais importavam. Estudei behaviour change na UCL, psicologia transpessoal e psicodinâmica com o AlmaSoma, e coaching e liderança com a TPC Leadership no Reino Unido e com o programa WYSE Global Changemakers.
É de tudo isso, e muito mais, que a Medicina Relacional é feita.